terça-feira, 6 de julho de 2010

Adeus encanto!

Verde musgo na rocha repousa
Banhado no mais gosmento líquido
Talvez um leve oscular

No tronco das árvores, o pranto notável
A natureza chora
A lua não encontrou com o mar

Rajadas errantes
Trufões triunfantes
Então o musgo vem a abraçar

A rochosa criatura
Logo desperta a bravura
Mais um osculo gentil
Da delicada briófita juvenil

Uma leve brisa roubou o encanto
E desse fato naturalmente estranho
A pedra esfria
E a verde, sozinha, resolve cantarolar:

- Adeus encanto! Adeus encanto!
Que da pedra a brisa tirou
Adeus encanto! Adeus encanto!
O fogo do amor se apagou

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