terça-feira, 27 de julho de 2010

Recluso sem escolhas

Delicados dedos passam com voracidade
O ruído das folhas brancas anuncia
O dedo indica o caminho
Túnel sem fim, escuro
Destino ruim

O pequeno pônei pouco se importa
O dono, antes dono, domado foi
Doença que não o abala
Só mais um verme pro seu excremento
Inexistente dor

Eis aqui mais um
Acorrentado foi seu destino
E ao relento ficou
Pensando no que lhe esperava
Noites virou

Se esperava, nada sabe
Pequeno pônei domado de novo foi
Em troca de um alface fresco
Aos poucos cavalo virou

Se o sol parou de nascer quadrado
Nada mais restava para ele
Dinheiro era pouco
Pangaré, jegue, mula
Caberia o que o bolso aguentava
Vai saber o que lhe esperava

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